29.11.06

A transformação de Martin Lake (198)



Em resposta, o homem cantou para a mão de Lake, com palavras incompreensíveis, estranhas e tristes.


Esta foi uma daquelas coisas - nunca ouvi falar, nao sei o que é mas TENHO de o ter. As coisas que uma pessoa escreve depois de ter um ataque de asma (?). Para um fã do A é A, é assim O livro. Há duas linhas de narração, uma na qual decorre a acção (já disse que o livro foca o momento em que um pintor hiper-realista se transforma? não é tipo fazer-se gaja, é tipo o momento em que passa de um artista medíocre (mas com potencial) para génio), e outra linha de narração que consiste numa análise póstuma do seu trabalho, escrita por uma critica de arte corcunda. É uma delicia ver a interpretação dela e confronta-la com a real intenção de cada quadro, e mais não digo.

Agora apetece-me ler Borges. Vou pedir para me porem na meia de Natal.

(Vandermeer, JEFF; A transformação de Martin Lake & outras histórias; Livros de Areia, Lisboa:2006)

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