29.11.06

A transformação de Martin Lake (198)



Em resposta, o homem cantou para a mão de Lake, com palavras incompreensíveis, estranhas e tristes.


Esta foi uma daquelas coisas - nunca ouvi falar, nao sei o que é mas TENHO de o ter. As coisas que uma pessoa escreve depois de ter um ataque de asma (?). Para um fã do A é A, é assim O livro. Há duas linhas de narração, uma na qual decorre a acção (já disse que o livro foca o momento em que um pintor hiper-realista se transforma? não é tipo fazer-se gaja, é tipo o momento em que passa de um artista medíocre (mas com potencial) para génio), e outra linha de narração que consiste numa análise póstuma do seu trabalho, escrita por uma critica de arte corcunda. É uma delicia ver a interpretação dela e confronta-la com a real intenção de cada quadro, e mais não digo.

Agora apetece-me ler Borges. Vou pedir para me porem na meia de Natal.

(Vandermeer, JEFF; A transformação de Martin Lake & outras histórias; Livros de Areia, Lisboa:2006)

16.11.06

Girls in Moustache TURN ME ON

5.11.06

E se.


O grande potencial dos filmes, passa pela identificação do espectador com os protagonistas ou a situação deles, faz-nos entrar num daqueles esquemas de pensamento fodidos do realmente-e-se-isto-me-acontecesse-e-logo-a-mim-de-todas-as-pessoas. O pior é que nos sentimos todos estúpidos quando isso se passa com um filme de 2a categoria, deve ser (hope so) porque são maus e nos forçam a investir mais para render a experiência. Ou talvez um filme não seja tão mau, se no fim nos deixa devastados a pensar que se tu me morresses eu ficava tão devastado que a minha vida perderia todo e qualquer sentido. Well, suponho que indo até aí mais vale então levar com a moralona toda do filme, já que estes filmes tem o cuidado de ao mesmo tempo passar uma mensagem optimista que contrapõe life-sucks-and-then-you-die com mas-vale-a-pena. Oh well, e I guess it does really. Isto faz-me tão maricas, tão certo como eu gostar de um HOMEM.